19
Fev 09

Não sabia o que sentia

Não sabia o que me podias dizer

Não sabia que simplesmente ias ficar calado

Não sabia que isso te ia mudar

Não sabia que não eras capaz de reagir ao que te disse

 

Pensei que assim ia saber

Pensei que ias compreender

Pensei que pelo menos me ias perguntar porquê

Pensei que ficasses igual comigo

Pensei que eras mais maduro

 

Agora sei o que sinto

Agora sei o que me disseste: "Nada"

Agora sei que ficaste calado

Agora sei que mudaste comigo

Agora sei que ainda és uma criança e que contigo não dá para ser sincera!

 

Descobri que tenho o defeito de me apegar de mais às pessoas

Descobri que me apeguei demasiado a ti

E agora é dificil soltar

Descobri que apenas estavas comigo por passatempo

Descobri que não és perfeito

Descobri que estas tapado de defeitos

E um deles é nao saber ser sincero

Pior que esse, é nao saberes aceitar a sinceridade dos outros.

 

Talvez quando te tornares uma pessoa diferente, eu te consiga aceitar.

Porque assim não dá.

Não basta aceitar como se é, preciso de te compreender, e isso, eu nao compreendo!!!

 


26
Jan 09

Nos tempos que correm somos constantemente bombardeados com publicidade. Partindo do príncipio que cada anúncio promove a sua marca, iludindo o público, torna-se complicado resistir a todos aqueles apelos.

Estes apelos passam por seduzir o receptor do anúncio, fazendo promessas ilusórias. Transmitem-nos a ideia de mudança, de inovação. pelo contrário, omite tudo o que possa causar insatisfação e desilusão no consumidor.

A meu ver, torna-se difícil mudar a mentalidade do consumidor depois de visualizar o anúncio. Muitas vezes os consumidores não tem a capacidade de repensar acerca do que vão comprar, e acabam por ser levados pela publicidade enganosa. O problema reside na obcessão dos compradores pelo que aparece nos anúnicos, acabando por ignorar marcas com menos fama. É de salientar também, a constante existência dos realizadores de anúncios em competir com outros produtos, acabando por massacrar o comprador.

Na minha opinião, o público hoje em dia tem uma obcessão enorme por produtos de marca, achando que estes são os melhores, apenas porque tem um anúncio públicitário bastante apelativo, o que nem sempre corresponde à realidade.

 

Menos publicidade, mais sinceridade!!!

 

 


08
Jan 09

Livro: "Um corpo na biblioteca"

Autora: Agatha Christie

Editora: ASA


Conheço uma pessoa muito especial e diferente ao mesmo tempo. Chama-se Liliana, e é minha prima.

A Liliana era uma rapariga normal, bonita, alegre, divertida e sobretudo, feliz.

Certo dia, numa estrada traiçoeira, ela teve um acidente de carro, onde quem conduzia era o seu namorado. Este acidente fez com que ela fosse parar ao hospital, em estado grave.

A Liliana tinha acabado de parar num sono profundo, como se tivessse perdido a alegria e a força de viver.

A minha família e eu estavamos em estado de choque, embora eu, naquela altura, ainda fosse um pouco nova para perceber a gravidade da situação.

No entanto percebia bem que era um sofrimento enorme para todos nós, vê-la ali, deitada, e sem nada podermos fazer.

Esta situação durou pelo menos 5 semanas.

Foi de certeza dos piores momentos da nossa familia.

Mas a alegria voltou a surgir, quando a Liliana deu um sinal.

Tudo ia voltar ao normal depois de uns tempos de recuperação.

 

A Liliana voltou à rapariga que era, embora com algumas diferenças, físicas e psicológicas. Mesmo assim, tem uma vida normal. E acima de tudo, é feliz.

 

Dizem-me que sou parecida com ela, e isso deixa-me feliz, pois ela, é uma rapariga de forças, conseguiu passar tudo isto e voltar a ser a mesma pessoa. 

Posso dizer que admiro-a pela sua coragem.

 

 


04
Jan 09

Livro: Gaspar e Mariana

Autoras: Maria Teresa Maia Gonzalez

Editora: Verbo

 

Este livro retrata a história de duas crianças muito amigas. Mariana é cega e perdeu a avó à pouco tempo, Gaspar tenta ajudá-la a superar a perda.

No ínicio tava a achar o livro muito criança, um diálogo muito facil de perceber, e não estava a gostar muito de o ler. Mas só se deve avaliar um livro depois da leitura completa desse mesmo. E por isso, agora digo, adorei a mesnsagem que o livro transmite, mas no entanto nao sei explicá-la, o que importa é que gostei.

 

Gostei muito do livro, e aproveito para agradecer às minhas amigas que mo ofereceram no Natal. Obrigada Ana Rita Duarte e Carla Enes. =)


Livro: O ladrão de espíritos

Autores: Steve Jackson e Ian Livingstone

Editora: Verbo

 

Este foi o livro que recebi como prémio de 10 º melhor blogue do 9ano. Quando rasguei o papel doi embrulho, vi a capa, e não fiquei muito satisfeita. Era uma capa estranha, com caveiras, ratos, coisas esquisitas. Pensei logo, que à partida não ia ler o livro, pois parecia uma grande "seca". Até que, o professor me diz que é um livro muito bom e que vou gostar de lê-lo, ainda fiquei a olhar para ele, para perceber se ele falava mesmo a serio. E estava mesmo, depois explicou-me mesmo qual era o objectivo do livro. Fiquei "encantada" com o que o professor disse, e só me apetecia ler o livro logo, naquele momento. Assim que pude comecei a ler o livro, e simplesmente adorei.

 

Neste livro é o leitor que escolhe o caminho a seguir, para tentar salvar um feiticeiro. Sou uma heroína, consegui salvá-lo. =D

 

Adorei o livro, mesmo.

 

Esta é a prova que não se deve avaliar um livro pela sua capa, mas sim pelo conteúdo e pela mensagem que ele nos transmite.

 

 


Livro: Diário cruzado de João e Joana

Autoras: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Editora: Caminho

 

Este livro retrata a história de dois amigos, João e Joana, que passaram o Verão longe um do outro.

A amizade é tamanha que não resistem a escrever cartas um ao outro. Neste livro estão presentes essas mesmas cartas, em que eles contam todas as experiências e aventuras que viveram nesses Verão, e se ajudam mutuamente com os problemas que vão aparecendo.

 

Simplesmente adorei o livro.


03
Jan 09

O último dia

(do primeiro)


Um dia de tristeza

(alegre)


Um dia de sol

(À chuva)


Um olhar trocado

(não houve)


Um sorriso escondido

(bem à vista)


Uma palavra muda

(que se ouviu)


Um som

(que não existiu)


Algo que ficou por dizer e ouvir

(mas eu sei)


Um gesto que mudava tudo

(se houvesse)


Se fosse possível acontecer

(algo que aconteceu)


Uma lágrima que não caíria

(porque ja tinha caído)


Se um sorriso fosse visto

(invisível)


Algo que mudaria

(impossível de mudar)


Um tempo nunca antes visto

(conheço)


Um contradizer de frases

(a mentira da minha vida)


Apenas uma história

(de encantar)


Um contínuo trocar de olhares

(Basta)


Um gesto perfeito

(com defeito)


Um momento único

(comum: eu e tu)


A sensação de voltar a amar

(impossível)


A pessoa perfeita

(desconheço)


Mais que um amor desconhecido

(falso amar)


Um amor adormecido

(PARA SEMPRE)

 

 

 

 

 


29
Nov 08


Receio não conseguir esquecer-te

Receio que tu o saibas

Receio que me perguntes

Receio dizer-te que não

Receio mentir-te

 

Receio ter de deixar de te falar

Receio que me peças uma justificaçao

 

Receio olhar para ti

Receio ter um olhar correspondido

 

Receio olhar para uma fotografia tua

Receio que me vejas a fazé-lo

 

Receio chorar

Receio que me vejas triste

 

Receio que me perguntes se a culpa é tua

Receio dizer-te que não

Receio voltar a mentir-te

 

Receio ver-me com outro

Receio ver-te com outra

 

 

Receio lembrar-me dos nossos momentos

Receio pensar que eles podiam ser o presente

Receio pensar que a culpa é minha

 

Receio lembrar-me das tuas palavras

Receio não conseguir tirá-las da minha cabeça

 

Receio lembrar-me dos teus beijos

Receio que os esqueças

 

Receio lembrar-me do antigo "nós"

Receio lembrar-me do actual "eu" e "tu"

 

Receio lembrar-me de quando disseste: Amo-te

Receio lembrar-me de quando disses-te: Já não te amo

 

Receio que me perguntem se namorei contigo

Receio ter que dizer que sim

Receio que me perguntem se ainda namoramos

Receio dizer que não

Receio que me perguntem quem acabou

Receio dizer que foste tu

Receio que me perguntem o motivo

Receio dizer que tu já não me amas

 

Receio o amor

Receio por tua causa

 

Receio tudo isto,

Receio???

 

Não. Receava, pois tudo isto aconteceu.

 

Agora,

Receio que todos saibam o que eu sofri.

 

A única coisa que não receio é...

Dizer que não me arrependo que tenhas estado aqui,

Comigo,

Juntos.

 

Porque tu foste a coisa mais bonita que me aconteceu,

porque me fizes-te muito feliz,

é certo que foi por pouco tempo,

mas o tempo não interessa,

o que interessa é o momento.

 

E esse eu nunca vou esquecer.

 

 

 

 

 


02
Nov 08

No teu coração

Procurei os teus sentimentos

Procurei na pasta do ódio,

E não encontrei o meu ficheiro.

Procurei na pasta da amizade,

E nada encontrei.

Espera!!!

Encontrei algo.

Ah, mas não está actualizado,

É o antigo.

Quero encontrar o actual.

Vou agora à pasta do amor,

Vou encontrá-lo?


 

Desigualdade social, um problema que afecta a maioria da população. É difícil viver num país com tantos desequilíbrios.
O dinheiro está tão mal distribuído!
Uns com muito e outros com tão pouco. Mas o que é ainda mais grave, é a maneira como o dinheiro é gasto pelas pessoas mais endinheiradas. Fazem questão de ter tudo do mais caro, para se destacarem perante as outras pessoas. Tentando muitas vezes, fazer com que elas se sintam mal por terem coisas mais baratas, ou menos caras.
Não é só a falta de dinheiro que faz mal ás pessoas. O excesso de dinheiro, muitas vezes, estraga-as.
 
 

23
Out 08

Não consigo encontrar-te

Neste meu mundo de paixões.

 

Procuro-te hoje

Procuro-te amanhã

Mas não consigo encontrar-te.

 

Procuro-te na escuridão da noite iluminada

E na clareza de um dia de Inverno

Não te procuro por procurar…

Procuro-te para te encontrar

Encontrar???

Mas já te encontrei!!!

 

Procuro o teu amor

Não quero perder a amizade.

Não quero perder os olhares,

Não quero perder-te.

 

Queria dizer-te

O quanto és único,

Que já não me imagino sem ti,

Que simplesmente dependo

Dos teus olhares

Do teu cheiro

Da tua voz

Que dependo de ti…

 

Queria dizer-te,

Mas não posso,

Vou fazer tudo sem que dês conta

Mas não te vou deixar fugir,

Pois és tudo o que eu mais quero.

 

Agora que te encontrei

Tenho que conquistar-te

E provar-te

Que também sei amar,

Não como ela,

Não como tu,

Mas sim à minha maneira…


11
Out 08

 

Dois tropeções de ternura
(O de Benamor Lhopes)
 
É simples a separação.
Adeus.
Desenlaçado o último abraço, uma pressa de dar costas um ao outro.
Já não há gestos. O derradeiro (impossível) seria não desfazer o abraço.
Pressa de cada um retomar o outro na teia lenta da remembrança.
Não desfazer o abraço. Ficar face encostada ao niagara dos cabelos.
Sobram fotografias, voz no gravador, um bilhete na caixa de correio.
Sobra o telefone. Possibilidade de voz não póstuma
No gravador, voz de ontem, de anteontem. De há anos.
Sobra o telefone. Mudo.
Retininte?
Sobrarão as cartas. Sobra a espera.
Na teia lenta da remembrança, retomo-te em memória recente: na praia de ternura onde nos enrolámos e desenrolámos desesperados de separação.
Sobra a separação. 
 

27
Set 08

 

 
 
Aqui, Neera, longe
 
De homens e de cidades,
 
Por ninguém nos tolher
 
O passo, nem vedarem
 
A nossa vista as casas,
 
Podemos crer-nos livres.
 
Bem sei, é flava, que inda
 
Nos tolhe a vida o corpo,
 
E não temos a mão
 
Onde temos a alma;
 
Bem sei que mesmo aqui
 
Se nos gasta esta carne
 
Que os deuses concederam
 
Ao estado antes de Averno.
 
Mas aqui não nos prendem
 
Mais coisas do que a vida,
 
Mãos alheias não tomam
 
Do nosso braço, ou passos
 
Humanos se atravessam
 
Pelo nosso caminho.
 
Não nos sentimos presos
 
Senão com pensarmos nisso,
 
Por isso não pensemos
 
E deixemo-nos crer
 
Na inteira liberdade
 
Que é a ilusão que agora
 
Nos torna iguais dos deuses.
 
 
Ricardo Reis

 

Segue o teu destino
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
 
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
 
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor das aras
Como ex-voto aos deuses.
 
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela não pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos Deuses.
 
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
 
 
Ricardo Reis

 

Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
De outro modo do que hoje.
Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que existe
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento.
Tentemos pois com abandono assíduo
Entregar nosso esforço à Natureza
E não querer mais vida
Que a das árvores verdes.
Inutilmente parecemos grandes.
Salvo nós nada pelo mundo fora
Nos saúda a grandeza
Nem sem querer nos serve.
Se aqui, à beira-mar, o meu indício
Na areia o mar com ondas três o apaga,
Que fará na alta praia
Em que o mar é o Tempo?
 
Ricardo Reis
 

 

Patrick Süskind
O Perfume – História de um assassino
Editorial presença
 

 

A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor!
Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.
 
 
Ricardo Reis
 

 

 
 
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no inverno os arvoredos,
Nem pela primavera Têm branco frio os campos.
À noite, que entra, não pertence, Lídia,
 
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos A nossa incerta vida.
À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
 
Não puxemos a voz Acima de um segredo,
E casuais, interrompidas, sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve A negra ida do Sol) —
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes Histórias, que nos falem
Das flores que na nossa infância ida
 
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.
E assim, Lídia, à lareira, como estando,
 
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos
 
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos, E há só noite lá fora.
 
 
Ricardo Reis

16
Jun 08

 

Subi o monte
Dia apôs dia
E sempre encontrei
Uma pedra pelo caminho,
Tropeçando nela,
Mas não desisti.
Lutei sempre
Para chegar
Ao cimo do monte
Caí muitas vezes
Mas levantava-me logo.
Fiquei muitas vezes
Presa nas silvas,
Mas logo me soltava.
Consegui sempre
Libertar-me das armadilhas.
Passei sede e fome,
Tive frio e calor,
Mas também não desisti.
Até ao dia
Em que cheguei
Ao cimo do monte.
Finalmente tinha chegado a ti,
Finalmente ia poder alcançar-te.
Depois de olhar
Para todos os lados
Á tua procura…
Encontrei-te…
Mas…
Para minha tristeza…
Não estavas sozinho,
Estavas com ela,
Sim,
Eu vi-vos juntos,
Tão juntos
Como o tronco
E os ramos
De uma árvore.
Aí,
Depois de limpar a última lágrima
Que me ía abandonar,
Voltei a descer o monte,
Já nada fazia sentido.
Tropecei em muitas pedras,
E de todas as vezes me aleijei.
Caí muitas vezes,
Mas nunca me levantei logo.
Fiquei presa nas silvas,
Mas não me apetecia soltar-me.
Caí nas armadilhas,
Mas também não me apetecia libertar-me.
Alimentei-me de ervas selvagens
E bebi da água da chuva.
Quando tinha frio
Cobria-me com as maiores folhas
E dormia nas grutas.
Quando tinha calor,
Despia-me.
Por ti…
Já nada fazia.
Depois de descer o monte,
Encontrei uma placa
Que dizia:
“Segue o teu caminho,
Não te prendas ao amor que sentes por mim.
P.S.: Sê feliz
Ass.: ____”
 
Aí percebi
Que nem tudo estava perdido.
Apenas tinha perdido
A pessoa que eu mais amava…
TU.
 
 

01
Abr 08

Resumo

 

Autor: Agatha Christie

Editora: ASA

Título da obra: “O enigma das cartas anónimas”

 

A história começa quando Jerry Burton tem um acidente de avião e fica gravemente ferido.

O médico aconselha-o a mudar-se para um sítio onde haja calma, para ele poder descansar sem stress.

Jerry Burton escolhe então a aldeia de Lymstock. O que ele não sabia, era que em Lymstoick, alguém andava a enviar cartas anónimas, a insultar o destinatário.

É claro que Burton não deixa de se meter e investiga o caso.

No início, todos pensavam que era o remetente era uma mulher. Achavam que só uma mulher é que se ía meter em mexericos, mas estavam enganados, o autor das cartas era um homem, com o nome de Symmington.

A ideia de Symmington nunca foi meter-se na vida dos outros, ele organizou tudo, apenas para matar a mulher e não ser o suspeito. A policia sempre pensou que a mulher se tivesse suicidado, apôs receber uma dessas cartas.

O Criminoso teve azar pois Burton e Miss Marple denunciaram-no.

Durante a investigação do caso, Burton apoiou sempre, Megan, filha bastarda de Symmington, pois toda a gente a tratava como se ela fosse uma criança, mas na verdade ela tiha vinte anos.

No final, Burton acaba por perceber que está apaixonado por Megan. Este declara-se à rapariga, mas leva uma nega.

Mais tarde Megan acaba por perceber que está apaixonada por Burton, e acabam por se casar.

 


27
Mar 08

Como hei-de sorrir á vida,

Se a vida não me sorri a mim?

Como hei-de amar a vida,

Se a vida não me ama a mim?

Como hei-de viver a vida,

Se a vida não me deixa vivê-la?

Como hei-de concretizar os meus sonhos,

Se a vida não me deixa concretizá-los?

O que hei-de dizer quando me perguntarem o que fiz na vida,

Se a vida não me deixa fazer nada?

Diz-me o que faço com a minha vida,

Pois a minha vida és tu!


Ao entardecer os campos enchiam-se de neblina, o Pico ficava baço e monumental nas águas. Dos lados da estrada da Caldeira sentiu-se uma tropelada, depois pó e um cavaleiro no encalço de uma senhora a galope.
- Slowly! Let go him alone…
Os cavalos meteram a trote e puseram-se a par. O de Roberto Clark vinha suado, com um pouco de espuma na barriga e sinal de sangue num ilhal. O de Margarida, enxuto, meteu a passo.
- Ah, não posso mais…

 

 

-Aguenta -pediu Robert – eles não nos podem apanhar.

-Mas o teu cavalo está ferido! - disse a Margarida.

-Não importa. Preferes ser apanhada?

-Claro que não, mas não podemos deixar que ele morra.

-Ele não vai morrer, os cavalos são fortes. Confia em mim.

-Acredita que é muito difícil acreditar em ti. Sabendo que só te queres vingar do Steven.

Steven era o dono dos cavalos, ele tinha uma quinta, onde qualquer pessoa podia fazer equitação. Naquela tarde de Abril, teria organizado uma corrida de cavalos.

Margarida e Robert inscreveram-se, apenas para roubarem dois cavalos, os que Steven mais amava.

Robert era uma pessoa muito possessiva, ninguém podia tocar em nada que ele considerasse de valor para a sua vida. O problema foi que isso aconteceu. Steven e Robert eram os melhores amigos desde pequenos, foram criados juntos, conheciam-se um ao outro melhor do que ninguém. Até ao dia em que Robert arranjou uma namorada e decidiu apresentá-la ao melhor amigo. A ideia correu mal, pois Steven e a namorada do melhor amigo, no dia seguinte, fugiram para Inglaterra, deixando o melhor amigo e namorado, respectivamente, em Portugal.

2 Anos depois, pensando que Robert já se tinha esquecido da traição que lhe fora feita, Steven voltou para Portugal. O que ele não contava era que Robert ainda guardasse ressentimento. Decidiu falar com Robert para esclarecer as coisas, mas este não quis ouvir o que o seu amigo de longa data lhe queria dizer.

Quando Robert soube da corrida, decidiu passar-se por amigo do Steven, para que este o deixasse concorrer.

A conversa continuou:

-Não achas que devias acabar com esse ressentimento? - Perguntou Margarida ao irmão.

Margarida e Robert eram filhos de um homem Inglês e de uma mulher Portuguesa. Ambos sabiam falar as duas línguas.

-Como queres que esqueça? Ele roubou-me a pessoa mais importante da minha vida… – Robert foi interrompido por Margarida.

-Não! - Disse ela, confiante - ele não te roubou a Stephanie, porque a Stephanie não te pertencia, ela não era nenhum objecto e tu não podes tratá-la como se o fosse. E outra coisa. A Stephanie não era a pessoa mais importante da tua vida. Se isso fosse verdade, tu devias aceitar a opção dela. Devias ficar contente por ela estar feliz.

-Feliz??? Com o meu melhor amigo?

-Vês!!! Tu queres é vingar-te dela, não dele. Assumiste que ele era o teu melhor amigo. Isso…-olhou para o cavalo do irmão e…-não pode ser, olha o que fizemos?! Matamos o cavalo.

-Nãaaaaao! Isto não pode ser verdade. Ele só está a descansar.

-Como pode estar a descansar?! Ele já perdeu muito sangue e continua a perder. - Uma lágrima de tristeza escorreu-lhe pela cara. - Temos que o salvar.

-Mas como? O que devemos fazer? Eu não percebo nada de medicina.

-A culpa é tua!!! - Gritou Margarida. - A tua casmurrice matou-o.

-Não tive culpa. A maldita vedação é que o… Aliás ele não morreu, apenas está ferido.

-Já sei!!! Temos que chamar o Steven! De certeza que ele sabe o que devemos fazer numa altura destas. - disse Margarida um pouco mais animada.

-É que nem penses! Está fora de hipótese. - Protestou Robert.

-Porquê? Tens medo de admitir que não percebes nada de cavalos.

-Eu…hum…bom…Eu percebo, só nunca me interessei pela medicina. Como queres que saiba o que fazer?

-Pois eu, sei muito bem o que fazer. Vou telefonar ao Steven. - Disse margarida determinada - e escusas de me tentar convencer do contrário. Temos que assumir o nosso erro. Não podemos deixar que um cavalo morra por causa de uma briga parva.

-Tu é que sabes. Mas vais arrepender-te.

-Olha…está a chamar…só espero que ele atenda.

-Claro que não vai atender, ele deve andar muito ocupado a roubar namoradas dos amigos.

-Cala-te!

-Então Steven! Tudo bem? - perguntou Margarida, depois de Steven atender.

-Nem por isso dois dos meus cavalos desapareceram. Desculpa, mas tens que ser muito rápida.

-Pois… é mesmo sobre isso que eu quero falar…

-Tu sabes quem os roubou? Por favor diz-me.

-Bom…fui eu e o meu irmão, que roubamos os teus cavalos. Desculpa. Nós estamos muito arrependidos. Mas precisamos da tua ajuda. Um dos cavalos feriu-se ao saltar uma cerca.

-Mas…onde é que vocês estão? Eu vou aí ter convosco.

-Estamos perto da pista…olha...à beira da praia.

-Ok. Vou já para aí. Estou a caminho. Mas vão tapando a ferida com alguma coisa…sei lá…com uma camisola…Eu vou já para aí.

Margarida desligou o telefone.

-Então?! O que é que ele disse? -perguntou Robert, não muito interessado.

-Ele vem a caminho. Disse que tapássemos a ferida com alguma coisa. Tira o casaco.

Robert tirou o casaco.

-Pronto, agora só temos que esperar que ele chegue.

Os dois irmãos avistam Steven e Margarida vai ter com ele.

-Desculpa…agimos sem pensar…-pediu Margarida

-Onde é que ele está?

-Anda, eu levo-te até lá.

Steven vê o seu cavalo e começa a correr, quando lá chega ajoelha-se. Depois de algum tempo, Steven levanta-se, com uma lágrima no olho e lamenta:

-Infelizmente perdeu muito sangue. Não resistiu.

Aí, começa a chorar.

Robert, vendo que o seu amigo não está bem, corre para junto dele e abraça-o, sem preconceitos.

-Desculpa. -disse Robert, emocionado. - A culpa é toda minha, não fui capaz de encarar o que me fizeste e tentei atingir-te, roubando os cavalos que mais gostas. E agora, olha o que eu fiz, matei um deles. Eu sou um estúpido. Não mereço que me perdoes. - Robert parou por uns instantes e depois continuou – Não dizes nada?

-Que queres que eu diga? Estou sem palavras!!! Como havia de ficar chateado contigo? Tu és o meu melhor amigo, sempre foste. Tenho que aprender a perdoar. Não é?

-Pois…tens razão. Eu é que não fui capaz de o fazer.

-Não penses mais nisso. Já passou. Eu no teu lugar também tinha ficado chateado. Pronto, o que está feito, está feito, vamos mudar de assunto.

-Olha, só mais uma perguntinha, onde está a Stephanie?

-Pois…fugiu com um amigo meu.

-Agora percebo o tipo de pessoa que ela é. Só de pensar que ela ia estragando uma amizade tão longa.

-O que interessa é que já ultrapassamos isso.

-É pena que um cavalo, que não tinha culpa nenhuma tenha morrido por causa dela. - Lamentou o Robert. Uma lágrima saiu de um dos olhos dele e caiu na ferida do cavalo. Sem ninguém perceber, o cavalo levanta a cabeça, pisca o olho e volta a deitá-la. Ele sabia que um amigo de verdade perdoa sempre. A amizade deles salvou-o.

A amizade é o sentimento mais importante na nossa vida. Amores vão e voltam, mas os amigos nunca nos abandonam.


Arquitectura

 

Um arquitecto é o profissional responsável pelo projecto, supervisão e execução de obras de arquitectura. Embora esta seja a sua principal actividade, o campo de actuação de um arquitecto envolve todas as áreas correlatas ao controle e desenho do espaço habitado, como o urbanismo, o paisagismo, e diversas formas de design.

Na maior parte dos países do mundo a legislação exige que para que alguém possa ser considerado arquitecto, este deve possuir um diploma de nível superior.

A palavra arquitecto vem do grego arkhitektôn que significa “o construtor principal” (arqui = principal/tectónica = construção) ou “mestre-de-obras”. A compreensão desta etimologia, porém, pode ser expandida na medida em que a palavra arché deixa de ser entendida como “principal” e passa a ser analisada como “principio”. Desta forma, o arquitecto seria o construtor primordial e fundamental, seu próprio arquétipo: ou seja, o arquitecto é o construtor ideal. Até ao renascimento, não havia distinção entre a actividade de projecto e a execução do mesmo, estando todas as actividades subordinadas à mesma figura: o mestre construtor. A partir deste momento, o arquitecto surge como figura solitária, separando-se o intelectual do operário, de forma que a palavra passa a assumir os sentidos que possui actualmente.

A profissão que eu quero seguir, arquitectura, pertence ao sector terciário.


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